Tremor no Chile é sentido em São Paulo

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Abalo de magnitude 6,9 gera relatos de prédios balançando no Brasil

Um terremoto de magnitude 6,9 atingiu o norte do Chile nesta sexta-feira e foi sentido em diversas cidades brasileiras, incluindo São Paulo e Paraná. O epicentro ocorreu na região de Antofagasta, próximo à cidade de Calama, no Deserto do Atacama. Apesar da intensidade, não há registros de vítimas ou danos graves no Brasil, e autoridades chilenas descartaram risco de tsunami.

Segundo o Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (Senapred), o tremor foi profundo, o que explica seu alcance em países vizinhos. A profundidade estimada varia entre 89 km e 101 km, conforme dados de centros sismológicos internacionais e da Universidade de São Paulo (USP).

No Brasil, moradores relataram sensação de prédios balançando, móveis vibrando e até tontura. A Rede Sismográfica Brasileira explicou que a geologia paulista, marcada por uma grande bacia sedimentar, amplifica as ondas sísmicas vindas dos Andes, tornando perceptível o tremor em áreas urbanas.

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A USP recebeu dezenas de relatos em sua plataforma de monitoramento, especialmente de pessoas em prédios altos na capital paulista. No Paraná, moradores também relataram vibrações em imóveis.

No Chile, o tremor foi sentido em diversas cidades do norte, mas não houve registro de vítimas ou danos estruturais significativos. Em Calama, cidade de cerca de 150 mil habitantes próxima ao epicentro, a população relatou o maior impacto.

Linha do tempo – Tremores no Chile sentidos no Brasil

  • 1960 – Valdivia (Chile): maior terremoto já registrado no mundo, magnitude 9,5. Ondas sísmicas foram sentidas em várias partes do Brasil.
  • 2010 – Maule (Chile): tremor de magnitude 8,8. Relatos de vibração em prédios altos em São Paulo e Brasília.
  • 2015 – Illapel (Chile): magnitude 8,3. O abalo foi percebido em cidades brasileiras do Sul e Sudeste.
  • 2019 – Coquimbo (Chile): magnitude 6,7. Pequenos reflexos sentidos em São Paulo.
  • 2026 – Antofagasta (Chile): magnitude 6,9. Relatos de prédios balançando em São Paulo e Paraná.

Análise

O episódio reforça a vulnerabilidade da região dos Andes, onde tremores de grande magnitude são relativamente frequentes. Para o Brasil, o caso serve como alerta: embora o país não esteja em zona de risco sísmico, eventos no Chile podem reverberar em território nacional, especialmente em áreas urbanas como São Paulo.

Especialistas destacam que, apesar do susto, não há risco estrutural significativo para o Brasil. No entanto, a percepção do tremor pela população mostra a necessidade de ampliar a comunicação científica e os sistemas de monitoramento, evitando pânico e desinformação.

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