POLÍTICA II: O PODER É EFÊMERO E PASSAGEIRO

2 Min Leitura

Na política, a memória costuma ser curta. Aliados de ontem tornam-se estranhos hoje, enquanto apertos de mão, promessas e discursos de lealdade vão se dissolvendo conforme o vento muda de direção. Em meio a esse jogo de interesses, muitos parecem esquecer quem caminhou ao lado nas campanhas passadas, quem segurou bandeiras, defendeu nomes e enfrentou batalhas nos momentos mais difíceis.

A ingratidão, silenciosa e cruel, tornou-se personagem frequente nos bastidores políticos. Há quem, embalado pelo poder momentâneo, passe a tratar antigos aliados com arrogância, nariz empinado e desprezo, como se o cargo ocupado fosse eterno. Mas a política ensina, repetidamente, que o poder é transitório. Hoje se ocupa o centro das atenções; amanhã, o mesmo cenário pode reservar o esquecimento.

Os dias passam rápido. O brilho das estruturas oficiais diminui, os holofotes se apagam e muitos daqueles que se sentiram inalcançáveis acabam voltando às mesmas portas onde um dia foram recebidos com respeito e confiança. É nesse instante que a velha máxima popular ganha força, quase como trilha sonora inevitável dos bastidores: “Malandro é Malandro, Mané é Mané”, eternizada por Bezerra da Silva.

- Publixcidade-
Publicidade

Nos corredores da política, há quem já tenha aprendido a lidar com os chamados “neoamiguinhos políticos”. A estratégia, dizem alguns, é simples: deixá-los acreditar que ainda possuem apoio irrestrito, mesmo quando ambos sabem que a relação já não existe de fato. É o teatro silencioso do jogo político, onde conveniências falam mais alto que convicções e onde alianças podem durar apenas até a próxima eleição.

No fim das contas, a política continua sendo um retrato da impermanência. Mandatos passam, grupos se desfazem e discursos mudam conforme a necessidade do momento. O que permanece, porém, é a lembrança de como cada um tratou aqueles que estiveram ao seu lado quando ainda não havia poder, cargos ou influência.

Compartilhe este Post