Romeu Tuma Jr. não reconhece afastamento e exige ordem judicial para deixar cargo no Corinthians
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3/25/20262 min read


O discurso de Romeu Tuma Júnior vai ao encontro do posicionamento de Leonardo Pantaleão, vice-presidente do Conselho Deliberativo e seu sucessor natural na hierarquia do órgão. O dirigente também colocou em dúvida a legalidade da reunião e afirmou que, enquanto não houver reconhecimento da Justiça, não assumirá o cargo.
A última reunião do Conselho Deliberativo foi convocada pelo presidente Osmar Stabile para votar o afastamento de Romeu Tuma Júnior, seu atual desafeto político no Parque São Jorge. Parte dos conselheiros não esteve presente na noite de segunda-feira justamente por supostas irregularidades no rito estatutário do encontro.
O ato contou com a participação de 137 dos 290 conselheiros do Corinthians. Entre os presentes, 115 disseram ser favoráveis ao afastamento de Romeu Tuma Júnior. Houve 15 votos contrários e sete abstenções.
A briga política do Corinthians
O contexto da briga política do Corinthians passa pela votação da reforma do estatuto, que entre outras mudanças, pode dar ao Fiel Torcedor o direito ao voto nas eleições presidenciais do clube.
No dia 9 de março, os conselheiros foram convocados a votar cada um dos pontos da reforma. Antes do início da votação, no entanto, Osmar Stabile pediu a palavra e acusou Romeu Tuma Júnior de interferência em sua gestão e de tê-lo ameaçado dentro das dependências do clube.
– Enquanto eu jantava, ele (Tuma) disse assim: "ou você faz o que eu quero ou eu vou te foder". Não posso administrar o Corinthians com pessoas me tratando dessa forma. Tenho testemunhas aqui sobre isso além de outras interferências. Trago aqui documentos sobre ele (Tuma) me pedindo atualizações sobre o que faço. Não posso aceitar mais isso, só colocando uma situação aqui. Assunto do censo do Corinthians, ele me colocou 30 pontos que gostaria de saber. Por que você quer saber? Posso vir aqui e responder o que vocês quiserem. Não vou aceitar isso, trago isso para vocês resolverem – afirmou Stabile naquela ocasião.