A cada Copa do Mundo, uma cena já virou tradição em Feira de Santana: crianças, adolescentes, pais e até avós se reunindo no canteiro da Avenida Getúlio Vargas para trocar figurinhas repetidas e tentar completar o tão sonhado álbum da Copa.
O que começou como uma simples brincadeira de infância acabou se transformando em um verdadeiro ritual coletivo que atravessa gerações e movimenta os finais de semana da cidade.
Entre álbuns abertos, listas de figurinhas faltando e frases clássicas como “essa eu tenho” ou “essa eu preciso”, o espaço se transforma em um grande ponto de encontro para apaixonados por futebol, colecionadores e famílias inteiras.
Um encontro que vai além do futebol
Muito além da busca pelas figurinhas raras, o momento acabou criando algo ainda mais especial: convivência.
Pais aproveitam para levar os filhos, crianças fazem novas amizades, adolescentes passam horas conversando longe das telas e adultos revivem memórias da própria infância.
Em tempos cada vez mais dominados pelo celular e pelas redes sociais, o encontro na Getúlio Vargas acaba se tornando um raro momento de interação presencial, troca de experiências e diversão coletiva.
Enquanto uns negociam jogadores difíceis, outros aproveitam o clima descontraído para conversar sobre futebol, seleções favoritas e expectativas para a Copa do Mundo.
Estrutura ajuda a fortalecer tradição
Com o crescimento da tradição ao longo dos anos, o espaço acabou ganhando uma organização própria.
Nos finais de semana, mesas e cadeiras são organizadas próxima à banca Brinco de Ouro da avenida para acomodar os colecionadores, criando um ambiente confortável para as trocas de figurinhas.
A estrutura improvisada já faz parte do cenário da cidade em tempos de Copa e ajuda a transformar o local em um verdadeiro ponto de convivência entre famílias, amigos e apaixonados por futebol.
O movimento costuma crescer principalmente aos sábados e domingos, reunindo pessoas de diferentes bairros e idades.
Febre das figurinhas voltou com força em 2026
A edição da Copa do Mundo de 2026 reacendeu a paixão dos colecionadores em todo o país. Com centenas de figurinhas, cromos especiais e versões raras, o álbum voltou a movimentar bancas, papelarias e pontos de troca em diversas cidades brasileiras.
Em Feira de Santana, a movimentação na Avenida Getúlio Vargas reforça como a tradição continua forte mesmo com o avanço da tecnologia e dos colecionáveis digitais.
Com o preço dos pacotes e a dificuldade de encontrar figurinhas raras, muitos colecionadores acabam investindo centenas de reais ao longo da coleção. Por isso, os encontros de troca se tornaram fundamentais para quem deseja completar o álbum gastando menos.
Tradição que atravessa gerações
A cultura das figurinhas acompanha as Copas do Mundo há décadas e segue despertando paixão entre diferentes gerações.
Muitos pais que hoje levam os filhos para trocar figurinhas contam que também viveram momentos parecidos na infância, criando uma espécie de tradição familiar que se renova a cada Mundial.
E talvez seja justamente isso que torna a cena tão especial: ver diferentes gerações dividindo o mesmo espaço, conversando, trocando figurinhas e construindo memórias afetivas em torno de algo tão simples.
Muito além do álbum
Quem passa pela Avenida Getúlio Vargas durante os finais de semana encontra muito mais do que simples trocas de figurinhas.
O espaço se transforma em ambiente de convivência familiar, onde crianças fazem amizades, pais revivem lembranças da infância e diferentes gerações compartilham a mesma paixão pelo futebol.
Entre mesas cheias de figurinhas, negociações animadas e álbuns quase completos, a tradição segue fortalecendo laços e criando memórias afetivas em pleno clima de Copa do Mundo.
Porque em Feira de Santana, colecionar figurinhas nunca foi apenas sobre completar páginas — é também sobre viver encontros, histórias e momentos em família.

