E SE PABLO FOR O VICE?

Nos bastidores da política baiana, uma pergunta começa a ecoar com mais força do que muitos imaginavam: e se Pablo Roberto for o escolhido para vice em 2026?

Estamos falando de Pablo Roberto, hoje vice-prefeito e secretário de Educação de Feira de Santana, nome que passou de deputado estadual a gestor municipal e que agora aparece cotado para compor chapa majoritária ao Governo da Bahia.

E, se isso se confirmar, alguém já parou para pensar no que isso significa?

Refiro-me aos cientistas políticos, aos críticos de plantão e até às aves agourentas que, tempos atrás, disseram que Pablo havia “dado um tiro no pé” ao deixar a Assembleia Legislativa para assumir a vice-prefeitura. A política, como sempre, adora pregar peças nos que fazem análises apressadas.

Se o cenário se concretizar, muita gente vai ter que dormir com esse barulho — e acordar com a cara de quem não dormiu.

Uma trajetória fora da curva

Deputado estadual que não concluiu o mandato, torna-se vice-prefeito e, na sequência, passa a disputar como vice-governador.

Se já aconteceu algo semelhante no Brasil? Pode até ter ocorrido em algum rincão da federação. Mas, na Bahia, seria um feito inédito.

A possível composição com ACM Neto não seria apenas uma escolha eleitoral. Seria um recado estratégico.

A política baiana sempre foi marcada por lideranças tradicionais e por arranjos costurados na capital. Um nome do interior forte, com base consolidada em Feira de Santana — segundo maior colégio eleitoral do estado depois de Salvador — altera o eixo da discussão.

Não é apenas sobre Pablo.
É sobre território.
É sobre interiorização do poder.
É sobre 2026.

O cálculo político por trás da escolha

Caso se confirme, a eventual vice não seria fruto de improviso.

Pablo Roberto tem um grupo fiel — e política é grupo. É base. É confiança. É estratégia construída a médio e longo prazo. Certamente conversou, alinhou, projetou cenários. Se for para disputar Brasília, Salvador ou até mesmo permanecer em Feira, esse grupo marcha. Não deixa a farda.

O que está em jogo não é apenas um cargo.
É posicionamento.

Para ACM Neto, escolher um nome do porte político de Feira de Santana pode significar:

  • Consolidação no interior;
  • Reforço eleitoral no segundo maior colégio do estado;
  • Sinalização de renovação geracional.

Para Pablo, o movimento representaria:

  • Projeção estadual definitiva;
  • Consolidação como liderança além dos limites municipais;
  • Inserção no tabuleiro sucessório baiano.

O eleitor precisa refletir

Mas, para além das articulações de gabinete, há uma pergunta maior:

O que isso significa para o eleitor?

A política não pode ser apenas movimento de peças. Ela precisa ser projeto de estado. O debate central deveria ser:

  • Qual é o plano para a educação?
  • Qual é a proposta para o desenvolvimento regional?
  • Como a Bahia pretende enfrentar desigualdades históricas?
  • O interior terá protagonismo real ou apenas simbólico?

Se Pablo for o vice, não será apenas uma mudança de posição em uma chapa. Será um teste sobre maturidade política, coerência de trajetória e capacidade de entrega.

Porque, no fim das contas, o eleitor baiano já não se impressiona apenas com cargos.
Ele quer resultados.

O silêncio também fala

Curioso é observar que, enquanto alguns torcem o nariz, outros silenciam.

Silêncio estratégico.
Silêncio de quem observa.
Silêncio de quem calcula.

Na política, o silêncio costuma ser o prenúncio de movimento.

E, se a confirmação vier, muitos dos que criticaram terão que recalibrar discursos, rever análises e reescrever previsões.

A encruzilhada de 2026

2026 não será uma eleição comum na Bahia. Será um pleito de afirmação de forças, de redesenho de lideranças e de disputa simbólica entre tradição e renovação.

Se Pablo Roberto for confirmado como vice, não será apenas uma ascensão pessoal.
Será a consolidação de um novo eixo político saindo de Feira de Santana para o estado.

E aí fica a pergunta final, que cabe exclusivamente ao eleitor responder:

Estamos diante de uma estratégia ousada — ou de um salto alto demais?

A história política costuma ser escrita por quem arrisca.
Mas é o voto que decide se o risco foi visão… ou precipitação.

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