REVISTA ALTERNATIVA
A FAMÍLIA DE SOBRENOME SUCESSO!
 
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FEIRA DE SANTANA NA LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA ESCOLAR
 
 

 

Estamos vivendo tempos difíceis, a todo momento circulam pela mídia, noticias envolvendo crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social. Entretanto, por mais políticas públicas que sejam criadas na tentativa de amenizar ou “acabar” com as mazelas sociais, muitas delas não são efetivadas e direcionadas para quem é de direito.

 

No município de Feira de Santana existem mais de 7 mil crianças e adolescentes fora da escola, fato lamentável se pensarmos no ganho que a sociedade teria com esses sujeitos  tornando-se sujeitos emancipados e mediados pelo processo formativo integral e conhecimento compartilhado no espaço escolar.

 

Esses jovens encontram inseridos em famílias disfuncionais, que não conseguem dá gerir seus próprios conflitos, consequentemente não sabem como orientar seus filhos. Se olharmos o cenário atual podemos ver que o conceito de família vem sofrendo grandes mudanças nos últimos tempos, e essas mudanças acontecem a partir do desenvolvimento nos âmbitos econômico, tecnológico, político e cultural.

 

O mercado de trabalho hoje é marcado pela presença feminina, com isso as transformações dos papéis familiares mudou muito no que diz respeito às relações de poder, valores individuais e coletivos, estrutura e capacidade de decisões referentes à família.

 

O que nos leva a questionar se realmente essas famílias estão preparados para enfrentar e discutir, de forma democrática e madura, os problemas enfrentados por seus filhos, ou se há discussão destes problemas e de que forma criam um laço de confiança que levem as crianças e adolescentes a se sentirem livres para conversar sobre suas dificuldades e optar, consciente das consequências positivas ou negativas de suas escolhas. Talvez os pais ou responsáveis não consigam ou não tenham também essa capacidade para desenvolver esse senso de responsabilidade para com seus filhos, que em alguns casos são vistos como incapazes de entender o universo adulto e sempre vistos como crianças.

 

Diante dessa realidade, nos questionamos - Qual a contribuição da escola diante desse contexto?   De que forma o espaço escolar se preparou para essa nova realidade? Esses questionamentos estão sempre nos discursos que envolvem os conflitos escolares.

 

Temos atualmente um alto índice de evasão, reprovação e infrequência, e com base nessa realidade se faz necessário ressignificar o currículo, na perspectiva de aproximá-lo da identidade dos sujeitos da comunidade Os sujeitos que estão no chão da escola não são os mesmos de anos atrás, mas, no entanto o que é salientado são os índices de aprovação, mas se pensarmos que esses índices nos leva a outro que são os altos números de analfabetos funcionais, perde toda sentido não é?

 

Como pesquisadoras da temática atual “Violência Escolar”, através do Projeto de Prevenção da Violência Escolar – PREVESC objetivamos desenvolver ações que previnam a violência escolar possibilitando a construção de territórios de paz nas comunidades escolares favorecendo o processo de ensino e aprendizagem minimizando os índices de reprovação, evasão e infrequência escolar.  

 

A equipe Interprofissional realiza atendimentos a estudantes da rede municipal de ensino; orientações e formações sobre os vários tipos de violência escolar aos professores, equipe gestora e pais; demandas psicopedagógicas e sociais; encaminhamentos a rede de atendimento; visitas e reuniões a órgãos e equipamentos socioassistenciais que compõe o Sistema de Garantia de Direitos das Crianças e dos Adolescentes para conhecer a dinâmica institucional para posteriores encaminhamentos; mediação entre escola e família; oficinas socioeducativas e/ou atividades didático-pedagógicas.     

 

As demandas mais recorrentes que a equipe acompanha são: agressões, dificuldades de aprendizagem, conflito, abuso sexual, transtorno de comportamento, desvio de conduta, automutilação, bullying, déficit intelectual, vulnerabilidade social, esquizofrenia, evasão, indisciplina, violência intrafamiliar, negligência familiar, bloqueio psicológico, síndrome de Sogren.

 

Diante das demandas acima citadas a Equipe Interprofissional elaborou em colaboração com instituições, órgãos e equipamentos socioassistenciais que compõe o Sistema de Garantia de Direitos das Crianças e dos Adolescentes a Cartilha Informativa Intersetorial, as fichas de notificação de referência e contrarrefência, para dinamizar o fluxo de encaminhamentos, por entender que as escolas precisam se apropriar desses mecanismos e conhecer os objetivos e competências de cada instância para assim desenvolver seu papel social junto às crianças e adolescentes e suas respectivas famílias.

 

Almejamos com isso o desenvolvimento de ações que previnam a violência escolar e possibilite uma maior integração entre escola, família e comunidade, por acreditarmos que a articulação entre essas três instituições constituem um tripé de essencial importância para o êxito da função social da escola.

 

O PREVESC vem sendo desenvolvido na Rede Municipal De Ensino de Feira de Santana através da Equipe Interprofissional da SEDUC, composta por: Nadjane Oliveira – Pedagoga/Psicopedagoga, Raquel Simões Guirra – Pedagoga/Psicopedagoga, Luscilla Lima - Psicóloga e as Assistentes Sociais Nayara Almeida e Indaiá Sousa.

 

 
 
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