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Tomar analgésicos com frequência traz riscos de perda auditiva, comprova pesquisa 16,2% das 54 mil mulheres que participaram de estudo norte-americano tiveram perda de audição depois de tomarem analgésicos por um longo período
 
 

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Apesar de parecer normal tomar um remédio para dor de cabeça, gripe ou resfriado, a automedicação pode representar um sério risco para a saúde, principalmente se for uma prática constante. Especialistas alertam que o uso prolongado, em altas doses, de cerca de 200 medicamentos, pode provocar tonteira, zumbido e até mesmo perda de audição. 

Estudo realizado no Brigham and Women’s Hospital, ligado à Universidade de Harvard (EUA), mostrou uma provável correlação entre o uso de analgésicos, por mulheres, e o desenvolvimento de perda auditiva. Os pesquisadores observaram que analgésicos como o ácido acetilsalicílico ou AAS, ibuprofeno e paracetamol são perigosos, se tomados com frequência. Os números comprovam: 16,2% das 54 mil mulheres norte-americanas que participaram do estudo tiveram perda de audição depois de tomarem analgésicos por um longo período. O ácido acetilsalicílico está entre os remédios ototóxicos (ruins para o ouvido) mais comuns.

Diuréticos, pílulas anticoncepcionais e anti-inflamatórios, consumidos de forma indiscriminada, também estão na lista das substâncias problemáticas, podendo afetar partes do ouvido humano responsáveis pela audição e pelo equilíbrio.
 
A fonoaudióloga Isabela Papera, da Telex Soluções Auditivas, alerta que os medicamentos devem ser consumidos apenas sob prescrição médica. "É comum pessoas tomarem remédios por conta própria, influenciadas pela indicação de vizinhos e amigos, o que é perigoso. As substâncias conhecidas como ototóxicas podem causar lesões graves e, muitas vezes, irreversíveis, à cóclea, a parte do ouvido humano responsável pela audição", ressalta a especialista em audiologia.
 
Claro que, devidamente recomendados, esses remédios são essenciais no tratamento das doenças para os quais foram criados. Por isso, o ideal é que, antes de tomar um remédio ototóxico, sejam feitos exames para se verificar se já existe uma lesão auditiva que possa se agravar com o uso da substância.
 
Quimioterápicos usados contra o câncer; antibióticos da família dos aminoglicosídeos (prevenção e tratamento de infecções pós-operatórias e contra tuberculose); além de antineoplásicos e antimaláricos também fazem parte da lista de remédios que podem acarretar danos à audição. É um dilema enfrentado pelos médicos. 

Bebês prematuros também correm riscos, já que precisam tomar antibióticos para combater determinadas infecções respiratórias. "Os recém-nascidos com baixo peso são muito expostos a infecções e precisam desses remédios. Por isso é preciso cuidado redobrado. Hoje o teste da orelhinha é obrigatório, logo após o nascimento do bebê, para verificar se a criança já tem algum dano auditivo", lembra a fonoaudióloga. A situação é ainda pior para os bebês que passam um bom tempo na incubadora, porque, além dos remédios, eles são prejudicados pelo barulho dos equipamentos, que pode chegar a até 100 decibéis.

Os efeitos da ototoxidade dos remédios são amplos e atingem indivíduos de todas as idades. Nos ouvidos, esses medicamentos causam perda neurossensorial, temporária ou definitiva, de grau variado (de leve à profunda), de acordo com o remédio, a dose ingerida e o tempo de tratamento.
 
"Aconselho a quem suspeita de alguma dificuldade auditiva que procure um médico otorrinolaringologista o mais rápido possível. A perda de audição pode ter muitas causas: trauma acústico, infecções, idade avançada, mas pode ser consequência também do uso prolongado de um medicamento ototóxico", conclui a fonoaudióloga da Telex.


Mais informações:

Assessoria de imprensa da Telex Soluções Auditivas
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